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sexta-feira, 27 de junho de 2014

O Guia da Produção Musical - Parte 1 - O Produtor Musical

Buenas amigos!
 Nesses meus quase seis anos me aventurando no ramo da produção musical deparei-me muitas vezes com dúvidas das pessoas a respeito do processo de se fazer música, e até mesmo duvidas sobre a função de um produtor. Em muitas ocasiões percebi que ouve um certo julgamento inapropriado em relação aos termos e procedimentos usados.
 Pensando nisso preparei um pequeno guia, simples e acessível a qualquer pessoa: entusiastas, ouvintes e apreciadores de musica, músicos de fim de semana, ou até mesmo aqueles que pretendem transformar a música da sua banda num registro fonográfico. Tentarei esclarecer as duvidas que cercam esse universo e que de certa forma ficam um pouco elitizadas dentro de fóruns de discussão, publicações e videos específicos sobre o assunto.



O PRODUTOR MUSICAL E SEU PRODUTO


Começando por esse termo que ganhou muita popularidade no Brasil em meados dos anos 2000 com a notoriedade publica de alguns nomes como Timbaland (EUA) e Rick Bonadio (BR), ambos amados e odiados por muitos, diversas vezes sem se saber ao certo o motivo do amor e ódio.
A figura do Rick Bonadio, por exemplo, ficou atrelada a nomes como Mamonas Assassinas, Charlie Brown jr, Fresno, NXZero, Rouge e ET e Rodolfo, e muitas vezes responsabilizada pelo sucesso ou fracasso, em determinado momento de alguns deles.

No inicio, o papel do Produtor Musical era semelhante ao do produtor de cinema. O produtor contratava os músicos, escolhia repertório, dirigia as sessões de gravação, supervisionava a mixagem, e entregava o produto (a música) pronta para sua devida finalidade. Com o passar dos anos a figura do produtor se tornava também a de uma especie de manager, ou seja um contratante gerenciador da carreira artística do músico, tornando não só a sua música, mas também o artista por trás dela um "produto".

Certo, música é arte acima de tudo, mas como qualquer outro tipo de arte (cinema, teatro, artes plasticas) é feita para ser consumida, e consumo gera lucro para quem investiu. Nesse caso, em particular, o Produtor Musical é dono de um selo, ou de uma gravadora (não confundir com estúdio) e aquele que transforma uma música num produto atrativo para o consumidor final, e essa transformação as vezes implica em mudanças e descaracterizações como as que vimos na onda que varreu os meados da década passada, onde muitas bandas Underground se tornaram capa da Revista Teen e Capricho, e figurinha carimbada na MTV Brasil - Sucesso de publico e vendas? Sim! Mas seria também um sucesso musical e realização pessoal?

Em recente entrevista o próprio Rick Bonadio, disse que todo o músico que esta começando tem como objetivo estar no radio e TV, cercado de mulheres, cheio de grana e frequentando as melhores festas. Para ele não existe esse "papinho" de fazer música porque gosta, ou por realização pessoal. A declaração soou um pouco controversa, e gerou repercussão negativa na classe, creio eu, porque muitas vezes um produtor que trabalha do estilo dele é acusado de mercenário e inimigo da arte, e infelizmente muitas pessoas associam todo e qualquer profissional da área a imagem de certa forma, negativa, gerada por Bonadio. Mas as coisas não são assim em sua totalidade...


O PRODUTOR MUSICAL QUE PRODUZ MUSICA


Com a popularização dos estúdios de pequeno e médio porte, dos Home-Estúdios e de bandas independentes (isso é, que mandam na própria vida, falando a grosso modo...) o trabalho do Produtor Musical associou-se mais as etapas de "fabricação" de uma música do que a qualquer outra coisa, o produtor passou a ser aquele que produz música, ou seja, aquele que imprime uma ideia num registro musical, o profissional responsável por transformar uma música em um fonograma, respeitando os critérios de estilo e os padrões e exigências da industria fonográfica, extenuando com a banda ou artista solo o que esse tem de melhor, para que o produto final se destaque em meio a outros e tenha uma 'cara' atrativa. Para isso o produtor deve ter um grande conhecimento e experiencia na área da musica e aliar todo esse conhecimento ao domínio das ferramentas necessárias para se obter os resultados desejados a nível profissional e de valor artístico.

Uma confusão que sempre ocorre e que pode ser esclarecida, é que, nem sempre o produtor vai desenvolver os arranjos junto com a banda, ou operar a parte técnica, e nem sempre ele possui um estúdio próprio ou se possui, não quer dizer que trabalhe somente dentro do mesmo. O importante é que ele possa ter controle sobre essas etapas, tendo conhecimento suficiente para supervisionar o trabalho do profissionais da parte técnica e conseguir o resultado esperado por ele e pela banda que o contratou.

Ao contrario do que as pessoas pensam, o produtor não é aquele que 'manda' na banda e a palavra final nem sempre é a dele. Eu costumo dizer que o Produtor Musical é aquele expectador de uma partida de xadrez, e a banda são os enxadristas. O cara que ta de fora, tem uma visão imparcial sobre o jogo e isso lhe da uma frieza para enxergar aquilo que os jogadores acabam não vendo, em questão da adrenalina de estarem "dentro do jogo".

O Bom produtor é aquele que tem uma boa mão para produzir música e produzir arte, pra isso o bom senso, o bom gosto, a boa relação interpessoal e ética profissional são fundamentais. Na hora de escolher alguém para 'fazer' o som da sua banda, lembre-se de ouvir os seus trabalhos anteriores (portfólio) e ouvir sempre a recomendação de pessoas que já trabalharam com ele. Observe sua forma de trabalhar e os resultados obtidos pelo seu trabalho. Não se deixe levar somente por equipamentos caros, ou sofisticados. O melhor profissional é aquele que extrai o melhor do que tem disponível, e isso vale para a banda ou o equipamento que o produtor ou a banda possui e também para as músicas e músicos envolvidos no trabalho.

Depois de escolhido o Produtor Musical entramos na Produção Musical. Dentro dela podemos destacar 5 etapas necessárias para o resultado final. Falaremos sobre elas no decorrer desse guia.

Obrigado pelo tempo destinado a leitura desse post. Se quiseram dar uma conferida em algumas coisas que eu ando produzindo por aí visitem minha pagina no Soundcloud clicando aqui.
Lembrem-se de pegar leve no caso de critica para não saírem destruindo meu sonho! haha

Fortaleçam, critiquem, sugiram e comentem esse post!!

Um forte abraço e até breve!








segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A Volta dos Discos de Vinil (e um pouco de história)


Por: Antonio Marcos D'Ávila



Buenos, povo! De passada pra falar de um assunto que tem pipocado em vários cantos na Web nesse últimos meses: A volta dos discos de vinil, ou do "vinil", como preferir.
O site G1 (da Globo) publicou semana passada o resultado de uma pesquisa que aponta um crescimento da venda desses produtos no Brasil, algo que segue uma tendência mundial.

domingo, 5 de agosto de 2012

Influências

Buenos, povo! Meu nome é Antonio Marcos, mais conhecido como Tonhão. Sou músico, técnico em informática, sonoplasta e critico nas horas vagas. Meu brother Edison, me incumbiu de uma missão, postar coisas sobre musica aqui no Estrela Náutica. 
Na verdade eu gostaria de fugir do obvio, então ao invés de dar dicas de sons para se curtir, release de discos ou review de instrumentos, nesse primeiro post eu vou falar sobre uma coisa que tá no inconsciente de muitas pessoas, mas que as vezes a gente não se toca ao ouvir uma determinada banda ou artista: As Influências.

A analise é bem simples. É só comparar, da pra colocar até as duas juntas! Não precisa ter um profundo conhecimento musical, as influencias estão bem explicitas, veja: